Thursday, 31 December 2009

Happy New Year

Tuesday, 15 December 2009

Because it makes a diference

Quando a alma é demasiadamente pequena

A existência de certas pessoas consiste apenas num só propósito: Destruir. A cegueira causada pelo ódio e sede de vingança é tão grande que a única coisa que se lhes depara na mente é a destruição. Destruir... Tudo e todos.
Esta é a única razão da sua existência.

"...Esqueci-me de mandar um beijinho á minha tia Guida que mora em Coimbra...."


Saravah!!!

Tuesday, 8 December 2009

divagações/ Falas de civilização... (Alberto Caeiro)

Poderia escrever o quanto estou aborrecida com isto ou aquilo...
Poderia descrever os mal-entendidos e gracejos inoportunos...
Não
Prefiro dizer apenas...
Estou aqui, ainda,
e estarei sempre até que me faltem
as palavras, os motes, os gostos...
Se aqueles que não respeitam, existem...
É porque não se respeitam-se a si próprios.
Mas tudo isto é um clichê
palavras demasiadamente usadas
abusadas.
Seja como for...
Poderia... Mas não o faço.

HSS

Falas de civilização...


Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

Friday, 4 December 2009

Porque é uma Arte Milenar

POBRES DOS NOSSOS RICOS (Mia Couto)

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)

MIA COUTO



"Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicano. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido a seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia a seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.
Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.
Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso deBiologia, profissão que exerce até agora. Foi recentemente entrevistado pela revista ISTOÉ[1]."

Tuesday, 1 December 2009

1º de Dezembro

No sábado 1 de Dezembro de 1640, um grupo que se estima em quarenta nobres dirigiu-se pelas nove horas ao Paço da Ribeira, onde venceu a resistência da guarda real e reduziu aoEnquanto D.João não chegava a Lisboa, o que só aconteceu na noite do dia 6, formou-se uma junta de governadores.

Para não perturbar a vida pública, deu-se ordem para os tribunais se manterem em funções, logo providenciando em obter dinheiro e armas para a defesa, nomeando-se fronteiros para o Minho, as Beiras e Alentejo.
Desde o dia 1 que a notícia da aclamação fora transmitida às várias câmaras, não havendo uma só terra que nos fins do ano não tivesse procedido à aclamação do novo monarca, na plena adesão nacional à nova dinastia.
Desta forma abriu-se o processo da Restauração, que haveria de durar vinte e oito anos de grandes sacrifícios humanos e materiais impostos ao Reino.
O coroamento desse longo sacrifício foi alcançado em 1668, quando o Tratado de Madrid reconheceu de vez a Restauração Portuguesa.
(fonte Joaquim Veríssimo Serrão/José Hermano Saraiva)

A DEFESA DA RESTAURAÇÃO ( Padre António Vieira)

Notay: David fez tiro com a funda ao Gigante, e derrubou-o: correo logo a elle, e com a sua mesma espada lhe cortou a cabeça. Recolheo-se a Jerusalém, e dedica a espada no templo. Pergunto: Porque não pendurou David no templo a funda, senão a espada? A funda he a que derrubou o Gigante, à funda he que se deve a victoria: cortar-lhe a cabeça depois de derrubado, não foy grande façanha; chegar ao derrubar, sendo huma torre armada, essa foy a acção famosa; pois se tudo isto se deve à funda; porque não consagra David ao templo a funda, senão a espada? Porque a funda he arma de longe, e a espada he arma de perto; e como o vencer de perto he muito mais glorioso, que o vencer de longe, porisso David pendurou a espada, e não a funda; porque se prezou mais do golpe, que do tiro. Tal foy a victoria de Portugal comparada com a da Hollanda: ambos prevalecêrão contra o Gigante; mas a Hollanda de longe com a funda, e Portugal de perto com a espada: onde se deve notar, que na batalha contra o Gigante Filistêo o tiro da funda deo a victoria a espada; mas na batalha contra o Gigante Castelhano o golpe de espada he o que deo a victoria a funda. Depois que Portugal prevaleceo contra Hespanha, então se rendeo Hespanha aos partidos da Hollanda. Portugal armou-se contra Hespanha no anno de 40, e Hespanha fez pazes com a Hollanda no anno de 48. Vede, se merece ElRey D. João o IV o nome de David: Inveni David.
( Padre António Vieira, Sermões vários e Tratados)

Cinema Paradiso (Ennio Morricone)