Existem vários tipos de pedidos de desculpas. Um deles recorre à brilhante forma de "confesso que fiz mal mas fui levada(o) a isso..." outra "confesso fiz mal não torno a fazer nem que me matem!..."
Não sei se haverá mais, mas com certeza que sim. Saídas airosas para problemas criados por nós próprios essas são sempre difíceis de se encontrar. Mas há sempre quem o consiga através de bonitas palavras cheias de arrependimentos comedidos e dramáticos, geometricamente estudados. A culpa é sempre do "outro", nunca morre solteira. Vou ao fundo? Vou levar alguém comigo. Para quê gastar saliva, ou melhor dizendo tinta e tempo para dizer: Sim a culpa é minha mas fui levada(o) a isso quando em consciência há algo mais por detrás disso?
Desculpas aceites, arrependimentos desfeitos. E depois?
Concentram-se de novo as energias num ciclo infinito onde as palavras e actos emaranham-se com o único propósito de se ser aceite.
Desculpas aceites, arrependimentos desfeitos.
Na consciência... O alívio de mais "uma" que passou.
Confesso e não confesso.
HSSoares
11/06/09
Thursday, 11 June 2009
Confesso e não confesso
Posted by HSSoares at 16:22
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